Sorrir


"Pode parecer estranho, mas a inglesa Tess Christian, de 50 anos, afirma que não sorri desde que era pré-adolescente. O motivo? De acordo com o Daily Mail, a mulher diz que há quase 40 anos educou seus músculos para não sorrir por não querer ter rugas e outras marcas no rosto". Assim começa um artigo que li hoje. Fiquei pensando no que as pessoas permitem que lhes façam, em uma sociedade cujos valores atuam sobre muitos como fatores desconectantes de coisas simples que são tão poderosamente humanas como sorrir.
Já viram o que um sorriso é capaz de fazer? Um sorriso exercita os músculos da face, provoca outros sorrisos, desmonta atitudes agressivas, faz bem ao coração de quem sorri e de quem acolhe um sorriso e deve ter outros tantos benefícios que não me ocorre agora.
Mas em nome de se preservar a face das rugas, como se isso pudesse ser realidade permanente, e para aparentar uma juventude inexistente, deixa-se de sorrir. Porque não há juventude de fato quando não se pode sorrir, apesar das dores inevitáveis, da decrepitude crescente da idade e de quem somos.
Mas não defendo aqui o sorriso tão presente na sociedade, de quem esconde as dores da exiscência para manter a máscara do sucesso. Esse sorriso dá rugas ao coração.
Num post de alguma manhã, publiquei por aí a canção Smile, de Charles Chaplin. Logo depois, vi a versão brasileira de Djavan, que traz a crítica ao sorriso forjado para sobreviver num mundo de máscaras.
Tudo isso me faz pensar como quero sorrir a cada manhã, a cada dia.

https://www.youtube.com/watch?v=RwLo8be-Yoc
https://www.youtube.com/watch?v=UhIc-xIHLyY

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Riquezas do oceano

Um dilema monstruoso

Tito