Colheita
Campos
de trigo balançam
é
a sua cabeleira de ouro
nos
primeiros dias de maio
ao
vento de sentimentos
que
persistem em trazer
o
som de um riso tímido.
Vales
se cobrem de trigo
exultam
e cantam de alegria
quando
a memória traz
os
movimentos de suas madeixas
aos
embalos de meu colo
de
mãe admirada.
Planícies
florescem em trigo
espigas
imaginárias no tempo
ao
som de seus dedos em cordas
dueto
com tons amarelo
de
arco-íris em cascata
jorrando
de sua cabeça
áurea
e florida.
Chão
se esvazia do trigo
colhido
a dedo
deixa
brancas colinas
ausentes
de sua presença
topázio
cristais
amarelos
transparentes
topo
de um corpo esguio.
Restam
sementes
ardem
os seios
que
amamentaram
seu
templo ainda delicado
e
sem pelos
apenas
penugens douradas
brotando
na fronte
e
a imagem do trigo
ao
vento é ímã
ao
meu pensamento.
18/04/2012
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