provisão










o riacho segue seu curso
aprendido até sempre
a natureza lentamente
de repente constrói
represa 
pouco a pouco
as águas doces
desconhecem diferente trajeto
focalizam a represa
e se acumulam
acumulam
o tanto que não
conseguem  passagem
ao velho leito
ao cúmulo de engorda
beirando  lago
quando o finalmente caminho
fechado
pode buscar trilha inusitada
águas de riacho
não ficam paradas
fazem sinas
fazem rumos
rumam finas
ao seu destino
provisoriamente
eterno
eternamente
provisório

In: Femear, 2014.



Comentários

  1. Adoro esse poema: desvio de velhos caminhos, novos desbravares,riscos, aventuras, descobertas! Você nos inspira, querida! Gratidão!

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  2. Lindíssimo e inspirador poema. Nos faz transitar pela natureza, calmaria e correnteza desse rio. Lindo!

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