Extasis del renacido


A poesia de Rolando Toro traz as marcas do pensamento fundador da Biodanza, um sistema de integração baseado na poética do encontro, um modelo de desenvolvimento do potencial humano, que se alimenta da dança, da música, do movimento.
Um de seus livros, “Extasis del renacido”, infelizmente ainda não traduzido nem publicado no Brasil, mostra um vislumbre dessa vivência em poesia. Criei afeto por seus textos e em relação a alguns de seus temas prediletos em versos apaixonados.
Os poemas são orações de quem tem um olhar atento sobre as notícias do mundo, mas não perde a esperança: “Mi deseo es tu deseo/Tu deseo e mi deseo/Que el Paraíso no sea un sueño.../Pues tan sólo un relámpago de/violencia contra nuestro hermano/basta para que se apague la sonrisa...” São canções de quem canta “... Durante las migraciones/a las tierras del amor...”, de quem sabe “... que somos dos viajeros/en el mismo/destartalado ómnibus/del universo.”
Ler o seu livro é pinçar versos onde o poeta se reconhece em meio a um todo e na relação com outros iguais e humanos. Tal reconhecimento o faz perceber-se parte desse todo, sendo por ele afetado: “¿Quién llora dentro de mi?.../ Es mi hermano quién pide socorro dentro de mi.” E se transforma em um alerta: “Lo más precioso/sostiene nuestra vida/La eleva y la conduce./Alerta máximo/para lo más precioso.../a tu necesidad de transformarte en fruto del amor”.
Muitos de seus poemas também exaltam a beleza da relação amorosa, a completude do momento de êxtase no encontro pleno com a pessoa amada: “... (Em tu guarida los penetrantes círculos de mi embriaguez)...” “El divino raro tiene/El sabor/de um placer eucarístico/y su cuerpo es real/su boca, su sexo, su nostalgia.”
Enfim, os temas universais da poesia de todas as épocas estão presentes nos versos de Toro: o amor, o tempo, a morte, as incertezas humanas. Permeando sua escritura, a esperança e a apreciação da vida como um movimento de dança: “yo no era sino um niño/que danzaba/dentro de um hombre de cien años”, e a certeza de que a melhor forma de celebrar a existência é dançando: “El séptimo dia créo la danza, celebrando sus obras”.
É fascinante aprender a dançar um pouco com Rolando Toro.

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