Recomeço de Zazo
“Recomeço vem celebrar trinta
anos de estrada musical de Zazo, o Nego. Inclui algumas canções escritas num
momento de muita dor e sofrimento, mas também valoriza as oportunidades de
começar de novo que o Pai nos dá.” Esta é a apresentação do novo Cd solo de Zazo: Nego & Amigos – Recomeço.
Embora todas as canções sejam do Zazo, há
participações mais do que especiais, de Rubão Lima, Gláucia Carvalho, Hélvio
Sodré, Silvestre Kuhlmann e o grupo de que ele faz parte, Céu na Boca. Sem
falar na participação de Dorine (Doca), Aline e Wilson, a família do artista,
mais do que talentosa. Impossível não destacar também as contribuições dos
arranjadores convidados, Marco Fernando, Marcus Américo, Denize e Toninho
Zemuner.
É convidando amigos que Zazo distingue a vida, a
música, a alegria de recomeçar sempre, a relação com o Pai, o ofício de
cantador das boas coisas da vida. O tom é de esperança de quem deixa pra trás
episódios de dores intensas. “Só pra
lembrar: o que passou, passou/ A chuva foi levando embora/... A vida apenas
começou...”, é o que diz o chorinho de Recomeço (De carona na Arca de Noé). Grão, semente de trigo
que “tem que sair de cena/para não viver
em vão”. E pra quem avista o Farol da Barra por aí, sabe que “Daqui pra frente, tudo vai mudar/Reclamação
saiu do (meu) dicionário...”, porque como diz a Canção para um dia triste,
“mesmo assim, sendo triste ou não/ É
preciso compor, tocar uma canção...”, mesmo quando há A despedida, “Pois a existência vale mais/que esse frio
de Quarenta graus.”
A unidade do CD vem, além da valorização da música
brasileira, do reconhecimento de que a Cantiga vai com o vento, Sem
saber bem pra onde ir, canta Som e Silêncio, que “moram no mesmo lugar”. “É assim a vida, perigos nas margens/marés e
miragens, quem prende, quem solta”, mesmo destino: O peixe, o rio e o mar. E
nessa toada tem até uma homenagem à capixaba Praia do Canto.
O projeto é um Testamento do cantador, “Por poder sorrir de novo”, com um
coração grato. De quebra uma faixa bônus, à capella, arte do Céu na Boca: Silva,
comum e especial como todo brasileiro filho de Deus.
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